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Preto-Velho Pai Caetano e a antiga Vila Rica

Hoje,13 de Maio, comemora-se simbolicamente a figura emblemática dos (as) negro (as) velhos (as) -  nobres entidades de brilho singular nas religiões de matrizes africanas, em especial, nas Umbandas. Assim sendo, pensando na antiga Vila Rica, escrevo uma homenagem há um negro velho, que hoje habita o "cosmo", mas no "mundo físico" vivera no século XVIII nesta antiga Vila perseguido, entretanto, pelas autoridades da época. Seu nome foi e continua sendo: "Pai Caetano". Negro oriundo de Angola, que residiu, se não me engano, em dois lugares nessa Vila: o primeiro, encontra-se hoje  o distrito de São Bartolomeu  e, o segundo, o atual bairro "Taquaral". Tinha fama de "benzedor", pois carregava hierofanias simbólicas de magia e fé; dentre elas: "patuás" (elemento usado também pelos negros "mandingas"); rezas em latim (parecia ser alfabetizado); restos secos de animais; crucifixo e etc... Sua performance de rezador e "…

O que são os (as) Caboclos (as)!

Nas religiões de matrizes africanas, em específico, nas Umbandas, Juremas e "Candomblés de caboclos", os caboclos são entidades reverenciadas. Caboclos(as) são entidades/espíritos/encantados da natureza com características dos habitantes de antigas etnias indígenas que habitaram o Brasil e a América na época da colonização. No caso da Umbanda, dentro de suas falanges, aludindo ao falangeiro, como exemplo, na linha de Oxóssi o caboclo "sete flechas". Nos candomblés, sobretudo, de nação Angola os/as caboclos/as são reverenciados como os "donos da terra", encantado na força de um Inksi/Orixá como o "caboclo pedra-preta" - foi uma das entidades do babalorixá João da Golmea.

"Giras de caboclos (as)" As giras e festas de caboclos/as são recheadas de cantigas, algumas em português, com elementos da língua tupi e bantu; bebidas da entidade e dança. Quando incorporados trazem arquétipos de antigas comunidades indígenas, dançando com lanças, fl…
Chuva, arco-íris e a divindade Òsùmarè/Oxumarê

Nos candomblés afro-brasileiros a divindade vodum da antiga Daomé (atual Benin) faz sua dança no arco-íris chegando na terra através da combinação entre chuva e raios de sol. Nas nações Jeje é conhecida como o vodum Dangbe, a serpente sagrada (macho-fêmea). Em Jeje-nagô é uma espécie de Vodum-Orixá. Nas nações de ketu traz o nome de Òsùmarè (orisá), divindade masculina que representa o arco-íris e uma cobra envolta que carrega água do rio aos céus e água dos céus ao rio (terra). Amigo das divindades Sangò(fogo), pois carregou água do rio ao palácio desse Obá(Rei) e de Orumilá(sabedoria/pai dos segredos e dos destinos), pois é conhecido também como Babalawô(pai do segredo) do Orun. Na nação angola carrega uma relação com o Inksi Hongolo ou Angorô, também representa uma cobra colorida e o arco-íris! Nas Umbandas, em algumas casas, traz uma representação com a divindade bantu-jeje-nagô, e, por outro lado, outras casas a associam como uma Oxu…