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Dia 13 de Maio

Hoje, dia 13 de Maio comemora-se simbolicamente a abolição da escravatura. Sendo assim, é comemorado em diversas nações e raízes de matrizes africanas a figura simpática do(a) Negro(a) Velho(a). Essas entidades lembram antigos escravizados e negros(as) que viveram no período do Brasil colônia. Alguns vieram de África, outros no entanto, nasceram aqui. O importante é que hoje eles(as) voltam na linha das almas, nos terreiros de umbanda, no intuito, de resinificar o seu passado. "Vovô(ó) não quer casca de coco no terreiro, é que o coco faz lembrar o tempo do cativeiro". É triste lembrar do tempo do chicote vovô! assim como em uma outra cantiga: "no tempo do meu senhor quando ele me batia, eu rezava para Nossa Senhora das Dores, olha como a panca da doía". Como dói até hoje, os ecos do estalar do chicote, via o barulho da corrente arrastando, pois nem todos(as) alcançaram o axé dos(as) negro(a) velhos(a). Padecendo até hoje nos lodos umbralinos. No entanto, os(as) negro(as) velhos(as) das almas, dos cruzeiros, das calungas são encarregados dessa função, de aliviar as almas que lá padecem. "Lá no cruzeiro divino aonde as almas vem rezar, as almas choram de alegria quando os seus filhos combinam, também choram de tristeza quando não quer combinar". Para finalizar, em suma: "Quem caminha com preto(a) velho(a) não se perde no caminho". Alguns nomes: Pai Serafim, Pai Joaquim das Almas, Pai Benedito da Calunga, Pai Cipriano, Pai João de Angola, Pai Matheus, "Escrava Anastácia", Pai José do Congo, Pai Tobias, Pai Caetano da Costa, Pai André do Cruzeiro, Vó do Rosário, Pai Benguela, Vó Cabinda, Tia Benedita do Cruzeiro, Pai Elesbão, Pai Tomáz, Vó Catarina, Pai João da Bahia, Pai Sebastião, Pai João das Matas, Pai Antônio, Pai Joaquim do Congo, Vô rei do Congo, Vó Maria Conga, Vó Rita, Vó Maria Redonda, Mãe de Mina, Pai Jeremias, Pai Jerônimo, Mãe Luzia, Mãe Ana, Vó  Maria Linda, entre outros (as)tantos... Adorei as Almas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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