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Há tempos em que as religiões de matrizes africanas ou afrobrasileiras são perseguidas inexoravelmente em nossa sociedade intolerante e RACISTA. Recordando um amigo ao dizer que (in) tolerância religiosa é eufemismo para as violências sofridas por adeptos de religiões de matrizes africanas, torno a enfatizar que o que sofre pessoas oriundas de tais matrizes é RACISMO. O corpo do negro e tudo aquilo que ele carrega foi e ainda continua sendo perseguido e combatido pelo racismo nosso de cada dia. Há determinados espaços geográficos, sobretudo considerados "centros" que não permitem o corpo negro, seja no HAP, no FUNK, no CONGADO, na CAPOEIRA, no REGGAE no MARACATU, na MACUMBA e etc, o que pode ser interpretado como "RACISMO ambiental". O (A) negro (a) quando se encontra de branco ou com "cordões" no pescoço, logo é taxado (a) de macumbeiro (a). De meados do séc. XIX até meados do século XX manifestações religiosas de etnia "NEGRA" foram perseguidas como a "Macumba Carioca" no final do séc. XIX e o Congado em Dores do Indayá na década de 40 em MG. A Igreja Católica com o Concílio Vaticano II na década de 60 revisou seus ataques com relação as crenças afrobrasileras. No entanto, a partir da década de 70 com a terceira onda petencostal resultando na criação das igrejas neopetencostais os ataques as matrizes afrobrasileiras cresceram paulatinamente, aumentando por conseguinte, o registro de  quebras de símbolos pertinentes, terreiros queimados, sacerdotes e adeptos agredidos, templos depredados e etc...


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